Teu aprendiz
Às vezes, poemas saem no sopro. Às vezes, demoram. Nem sempre começam do princípio, nem sempre acabam, nem sempre acontecem. Como eu já disse nesse mesmo blog: Às vezes rimo, outras reclamo. Hoje, eu rimo e reclamo.
Então... dá-lhe o eu lírico.
Se tuas sensações não te perturbam
E se no livre sentir fazes tua morada
Faze de mim um aprendiz,
Que, nessa matéria, sou quase nada
Se colhes tuas flores
E as vê repousar na primavera
Se pintas com teus pincéis sem medo
De os ver borrar a tela
Tem em mim um discípulo,
Que, no sofrer, pinta e chora
No amor, ama e corre
Na vida, às vezes vive
E, quase sempre, morre.
Então... dá-lhe o eu lírico.
Se tuas sensações não te perturbam
E se no livre sentir fazes tua morada
Faze de mim um aprendiz,
Que, nessa matéria, sou quase nada
Se colhes tuas flores
E as vê repousar na primavera
Se pintas com teus pincéis sem medo
De os ver borrar a tela
Tem em mim um discípulo,
Que, no sofrer, pinta e chora
No amor, ama e corre
Na vida, às vezes vive
E, quase sempre, morre.

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