17 de mayo de 2008

Teu aprendiz

Às vezes, poemas saem no sopro. Às vezes, demoram. Nem sempre começam do princípio, nem sempre acabam, nem sempre acontecem. Como eu já disse nesse mesmo blog: Às vezes rimo, outras reclamo. Hoje, eu rimo e reclamo.
Então... dá-lhe o eu lírico.

Se tuas sensações não te perturbam
E se no livre sentir fazes tua morada
Faze de mim um aprendiz,
Que, nessa matéria, sou quase nada

Se colhes tuas flores
E as vê repousar na primavera
Se pintas com teus pincéis sem medo
De os ver borrar a tela

Tem em mim um discípulo,
Que, no sofrer, pinta e chora
No amor, ama e corre
Na vida, às vezes vive
E, quase sempre, morre.

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